7.3.05
2.3.05
Raridade
1.3.05
Quem nasce para tostão não chega a milhão
O ditado, título desse texto, foi mundialmente difundido pela minha avó -- ao menos em casa foi ela quem difundiu -- e representa exatamente o que pretendo descrever abaixo.
Inicialmente, centralizar-me-ei no supracitado ditado, efetuando uma análise sintática verbal da frase, seja lá o que isso quer dizer. É de suma importância que entendamos o ditado para que possamos chegar, depois, ao cerne da questão.
"Quem nasce para tostão não chega a milhão" -- Trocando em miúdos, quem nasceu em meio a ignorância, gostando de forró, música brega, novela mexicana e comendo feijão com farinha, jamais será culto o suficiente para divagar sobre o ativismo social inerente à cultura brasileira pós-modernista. Dificilmente sentirá prazer inenarrável ouvindo Bach. Não terá paciência suficiente para uma boa peça de teatro e, quiçá, saberá apreciar uma Salada Niçoise ou um Filet au Poivre.
Com base no descrito acima (ou não, afinal, era só pra encher linguiça mesmo.), percebo que mesmo com o rabo cheio de dinheiro, um pé-rapado será sempre um pé-rapado cultural.
Um exemplo bastante atual disso é a quantidade de pessoas com bom nível social salarial que debatem freneticamente, com entusiasmo ímpar, os acontecimentos dentro da casa do BBB. É o fim do mundo !
O dólar caindo, a bolsa subindo, os juros explodindo, o Lula viajando, a camada de ozônio indo pras picas, a mata atlântica sendo devastada, minha conta bancária no vermelho, e as pessoas ao meu redor discutindo quem será eliminado no próximo paredão?!?!?!? Não dá! É simplesmente inadimissível!
O povo não precisa de comida... O povo precisa é de CULTURA!
Textos arquivados...
Eu havia criado um segundo blog, chamado escrivinhamentos, para guardar alguns textos que ainda precisavam de um amadurecimento. Idéias que eu tinha, mas não queria colocar aqui, ainda...
O problema é que eu havia esquecido completamente que eu tinha esse repositório. Hoje, navegando pelo meu profile no blogger.com, reli o que tinha escrito há mais ou menos um ano.
Achei um texto que apesar de ter sido escrito há algum tempo, continua atual.
O colocarei aqui, com algumas correções, no próximo post.
24.2.05
Você é burro e não entendeu a piada...
Na avenida Sumaré, aqui em São Paulo, há uma escola de idiomas com um nome... digamos assim... peculiar.
Não quero, com esse post, questionar a qualidade da escola nem os métodos de ensino. Atenho-me apenas ao logo aí em cima.
Não satisfeita em fazer um trocadilho infame, a mente brilhante que criou o nome/logo da escola fez questão de sublinhar o trocadilho, numa tentativa de explicar a piada sem graça.
Isso me faz lembrar de um conhecido, um completo nerd, que na ávida busca em se enturmar (em qualquer turma, diga-se de passagem) nas festinhas, lançava mão de suas piadas ridículas e tentava desesperadamente explicá-las, já que não surtiam efeito nas pessoas. E não porque as pessoas não as entendessem, mas porque eram realmente lastimáveis.
Era aquele festival:
-- Aí o pintinho levou a pintinha no cinema, mas eles não puderam assistir ao filme pois o pinto estava duro.
E caída na gargalhada, sozinho. Vendo a reação das pessoas, começavam as explicações:
-- Pegaram ?? Pegaram ?? HAHAHA o pintinho... filhote da galinha... hahaha... tava duro... sem dinheiro, sabe... hehehe... essa é muito boa... Vou ali pegar um guaraná...
Obviamente, não voltava. Juntava-se a alguma outra "turma", contava mais umas duas ou três piadinhas e ia buscar outro refrigerante, e outra turma...
2.2.05
Convites para Gmail
27.1.05
Carnaval
Aproveitando essa viagem no tempo, coloco novamente aqui o link para o sensacional Gerador de Samba-Enredo Tabajara
Releitura
Volta e meia, navego pelo histórico deste blog e releio aquilo que escrevi. Há diversos motivos pelo qual faço isso, mas os principais são: Para saber como estava me sentindo e o que estava pensando em diferentes épocas da minha vida e para ver se minha "escrita" melhorou ou piorou nos últimos tempos.
Sendo assim, selecionei alguns textos que achei, digamos assim, melhorzinhos...
Meleca
Conversa de corredor
Palhaço
Dia de votação
Caindo os pedaços
Jornal do "Sistema Bozo de Televisão
Insonia
Essas centrais de atendimento...
Almoço em família
Futuro ?
Chatão
Comunidades virtuais
Fedentina
Ó dia...
Ônibus
21.1.05
17.1.05
12.1.05
E por falar em ônibus...
Já era pra ter comentado sobre isso, mas estava sem saco de escrever e depois acabei esquecendo...
Na quinta-feira da semana passada, chegou em casa o livro Transpiauí, uma peregrinação proctológica.. O livro no qual Mr. Manson narra suas aventuras a bordo de um ônibus, cruzando a estrada cujo nome é título do livro.
Não havia comprado o livro antes pois sempre olhei com desconfiança. Sabe como é, vindo do Cocadaboa, pode-se esperar de tudo...
Até que o Mr. Manson fez uma promoção, na qual o livro sairia por míseros 15 Reais, ao invés dos 25 pelo qual está sendo vendido. Pensei cá com meus botoões: - Se o livro for uma merda, pelo menos não gastei muito (10 Reais é o equivalente a quase 3 cervejas).
Agora, depois de ter lido o livro, digo sem sombra de dúvida que teria pago os 25 Reais e teria ficado muito feliz !
O livro é hilário !
Consegue repetir uma mesma piada diversas vezes e, ao invés de torná-la cansativa, faz com que fique ainda mais engraçada ("...cravei com força a unha do indicador na raiz da unha do polegar..").
É um livro pequeno (156 página), para quem está acostumado a ler livros com o dobro ou triplo de páginas, mas nem por isso deixa a desejar.
Apesar de pequeno, é contundente e objetivo, fazendo as piadas emendarem umas às outras, provocando algumas dores no maxilar, de tanto rir.
Como citou Marcelo Madureira no prefácio, "trata-se de um livro anal e deve ser lido de uma sentada", no meu caso, uma "deitada", pois comecei a ler o livro por volta das 00:30 hs, no intuito de ler um pouco para dar sono, e só parei às 4:30hs, quando cheguei ao fim do livro.
É isso aí ! Recomendo !
Eu adoro ônibus !
Estava eu, na Barra Funda, junto com uma gigantesca fila de pessoas esperando o ônibus. Assim que chegou, foi aquele espreme-espreme, todo mundo querendo subir no ônibus ao mesmo tempo.
Uma senhorita que estava subindo no ônibus parou junto ao motorista para pedir informações, uma senhora de pouco mais de 1 metro, com cara de nordestina que vinha logo atrás pediu licença para passar. As duas travaram um singelo diálogo:
- Ei ! Me dá licença !
- Calma minha senhora, pode passar...
- Vou passar por onde ? Só se for por cima de você ! Sai da frente !
A senhorita que pedia informações ao motorista se espremeu toda, enquanto a outra tentava, literalmente, passar por cima dela. Então a senhorita, visivelmente inconformada com a reação da nanica resmungou:
- Eu hein ! Logo cedo e já tá estressada...
- Tô estressada sim ! Tô estressada porque seu marido não foi dormir na minha cama hoje ! Sua corna !
Aí fudeu ! Gargalhei em alto e bom som, até perceber que a estressadinha estava olhando pra mim com aquela cara de assassina...
Fiquei na minha, passei a roleta e fui pro fundo do ônibus, em busca de segurança.
Minutos depois, um senhor aparentando uns 50 ou 60 anos deu sinal para descer, o ônibus parou mas o motorista não abriu a porta traseira, provavelmente ainda ia fazê-lo, pois não havia mais de 10 segundos que estava parado, e enquanto algumas pessoas subiam no ônibus, o senhor bradou:
- AÊ FILHO DA PUTA !!!! Vai abrir essa merda aqui ou vou ter que quebrar essa porta ?
E o motorista grita lá da frente:
- PUTA É A TUA MÃE ! AQUELA RAPARIGA !
A porta se abre e o senhor desce, resmungando toda sorte de impropérios...
Mais uma vez caí na gargalhada... Espero que amanhã eu consiga pegar o ônibus no mesmo horário e de preferência com as mesmas pessoas...
7.12.04
Ó dia, ó vida, ó céus...
Tá difícil...
Há uma semana que venho tentando enfrentar a burrocracia dos bancos para dar entrada ao pedido de amortização do financiamento do meu apartamento usando o FGTS. Sim, tentando dar entrada ao pedido, o que significa que a coisa pode não parar por aí.
Acontece que, muito provavelmente, estou no período de inferno astral, seja lá o que isso quer dizer. Se esse inferno astral for uma párabola, hoje atingi o ápice !
O dia começou bem: ao acordar, saindo da cama, me enrosquei nos lençóis e me estabaquei.
Tomando café da manhã, deglutindo um pão, mordi a língua.
Fui tomar banho e, no meio da chuveirada, o chuveiro fez um característico "PAFF" e queimou, o que me obrigou a terminar o banho com água gelada.
Saí do banho e estava me preparando para ir ao cartório reconhecer frima de toda a papelada que seria enviada ao banco quando inicia-se uma tempestade tropical.
Fui almoçar e, ao esquentar o rango, queimei o dedo na panela (não, eu não tenho um forno de microondas. Causam câncer.).
Depois da chuva pude finalmente ir ao cartório. Lá chegando, solicitaram meus documentos: CPF e RG. Apresentei minha habilitação que substitui ambos e recebi a seguinte resposta: "-- O senhor não está com seu RG e CPF ?? Sua habilitação está vencida desde junho."
Ótimo !!!! Minha habilitação venceu e eu não percebi...
Aproveitei que já estava na rua e fui ao supermercado, comprar itens de primeira necessidade e, é claro, um chuveiro novo.
No meio do caminho do supermercado pra casa, ou seja, dois quarteirões, o céu desaba novamente, me dando um segundo banho de água gelada.
Cheguei em casa, troquei de roupa, abri uma cerveja e vim desabafar. Foda-se o mundo ! Vou ficar aqui, tomando cerveja e vendo mulher pelada na internet, caso a luz não acabe, é claro.
O chuveiro e o banho ficam pra amanhã, não vou me arriscar a tomar um choque de 220V. Prefiro dormir fedendo!
1.12.04
Fedentina
Não é do meu feitio escrever sobre sexo e seus derivados este blog, mas vejo-me neste moment, impelido a contar um causo que ocorreu-me há poucos minutos.
Desta forma, peço aos muitos leitores deste humilde blog (sim, apesar de parecer que sejam apenas 2 ou 3, milhares de pessoas em mais de 25 países lêem este blog) que retirem as crianças da sala.
Voltando de ônibus para casa, estava eu sentado em uma das confortáveis poltronas do coletivo quando no meio do percurso uma singela senhorita, aparentando não mais que uns vinte e poucos anos, postou-se ao meu lado, em pé. Devido ao horário o ônibus estava praticamente lotado fazendo com que a referida moçoila fosse obrigada a aproximar-se cada vez mais de mim.
Tudo corria bem, não fosse o fato de que a genitália da supracitada exalasse um estonteante e cítrico odor, capaz de causar náuseas em um gambá.
Em dado momento tive um princípio de desmaio, com a vista turva e olhos lacrimejando, mas superei bem o sofrimento e, antes de descer do ônibus, perguntei para a desconhecedora da água e sabão, se por um acaso, ela não havia percebido que dentro de suas calças jazia um rato morto...
É, foi quase isso... Evidentemente que eu, um lorde inglês, sujeito educado que beira a perfeição, não fiz a tal pergunta, mas não faltou vontade.
26.11.04
25.11.04
Not My Type
24.11.04
10.11.04
Tinha que ser na gringolândia...
Não é a toa que elegeram o Bush...
Reconstituição de Guerra dos Mundos volta a criar pânico
Em uma edição comemorativa no último dia 30 de novembro, algumas rádios americanas
da rede CBS colocaram no ar um remake do histórico especial “A Guerra dos Mundos”,
a famosa adaptação de Orson Welles que causou histeria em massa no ano de 1938,
quando foi ao ar ao vivo.
Na “Guerra dos Mundos”, Welles narrava com extremo realismo uma invasão extra-terrestre
onde centenas de marcianos chegam em suas naves a uma pequena cidade de New Jersey
chamada Grover's Mill. Muitos ouvintes entraram em pânico e alguns até se suicidaram
durante a transmissão.
Mesmo após 66 anos, com tal episódio tendo se tornado um dos fatos mais conhecidos
da história do radialismo americano, alguns ouvintes passaram mal e congestionaram
as linhas do serviço de emergência durante a reprise comemorativa, pedindo socorro
e confundindo as autoridades.
Tal confusão fez com que a rede CBS interrompesse a transmissão antes do final
e emitisse uma nota de retratação, onde se dizia espantada com tanta confusão
mesmo com as emissoras deixando explícito que se tratava de uma obra de ficção.
Em um tom irônico, o comunicado termina dizendo que a direção de programação
superestimou a inteligência de alguns ouvintes.




